sábado, 14 de março de 2009

Momento de reflexão

"O caipirismo é a ingenuidade d'alma que desconhece os planos da mentira, e nada há mais sublime que essa calma dos olhos do caipira..."

Cornélio Pires

sexta-feira, 13 de março de 2009

A poesia do nosso rio

"Por que não hei de amá-lo? _ Se esse rio
é o amigo dos tempos de criança,
que o meu primeiro pranto repetiu,
levando-o em eco, na correnteza mansa!"

Contador de "causos" caipiras, autor de vários livros e produtor de discos, admirado por Mario de Andrade, Amadeu Amaral, Sílvio Romero, entre outros, o tieteense Cornélio Pires viveu e cantou o seu rio como um autêntico ribeirinho, criado à beira de suas barrancas.

"Foi ele, esse Tietê, quem mais me viu
cheio de sonhos, cheio de esperança...
E muitas vezes comigo repartiu
sua calma ideal, sua bonança."

O curso de sua vida acompanhava o do rio. Ou era o rio que acompanhava, solidário e amigo, o rumo de sua vida? Ora as águas levavam seu pranto, ora sonhavam com ele, ora lhe emprestavam um pouco de calmaria...

"De dia, ele a passar todo escorreito,
era parceiro meu de correria,
eu pela margem e ele pelo leito.

Ao luar, pela noite, ele passava
e estrelado de espumas se estendia
e tal qual eu, tranquilo, repousava."

Mais que um amigo, um parceiro, um cúmplice, que lavava a terra, o corpo e a alma. E, acima de tudo, talvez, mostrando que a vida, assim como suas águas, tem que seguir seu curso normal, ao sabor da correnteza. Inútil apressar, impossível parar. Basta apenas deixar fluir seu ritmo natural. Mesmo porque, não será a vida um rio que corre dentro da gente?

domingo, 8 de março de 2009

É GOOOOOOOOOL!!!

Foi um presentão, o mais bonito que recebi neste 8 de março, Ronaldo!
Vibrei! Nem eu imaginava que a emoção seria tanta!
Acompanhei de perto a sua luta pela recuperação. Você merece, Ronaldo!
Deixe que digam, que pensem, que falem... Você pode, pois é e sempre vai ser
um FENÔMENO! E bola pra frente... que atrás vem gente!
Receba o abraço de uma mulher que sempre gostou _ desde os tempos de Pelé, que viu jogar em Piracicaba, contra o Quinze (5 a 2 para o Santos, com dois ou três gols do Rei)_ do futebol bem jogado, com arte, inteligência e aquele "jogo de cintura" que só o brasileiro tem!
Valeu!!!

sábado, 7 de março de 2009

Carinho inesperado

Esta foto poderia se chamar O beijo de roldão (que deixou meia Filó fora da foto...)

8 de março

Ofereço a você, Mulher, e a você, Tietê, estas rosas colhidas no Infinito. As obras em barro foram esculpidas por Dona Ana das Carrancas, exemplo de mulher sofrida e vitoriosa, que tive o privilégio de conhecer em Petrolina, Pernambuco. Onde quer que a senhora esteja, dona Ana, receba o meu abraço cheio de amor.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O encantado

É como se fosse um encontro sorteado. Desses, que nem figurinha carimbada ou palito de picolé que dão direito a outro, de brinde. Só que palito e figurinha a gente troca. Mas encontro carimbado não dá para trocar: tem que identificar, sentindo, e saber aproveitar o "algo mais".
O encontro encantado vem envolto em uma espécie de película de encantamento, claro, e de proteção. Brilha e vibra muito mais que os outros. E o encantado não vem para afastar o encontro do real, não. Só vem para diferenciá-lo dos demais, pois a película do invólucro não deixa a mesmice do cotidiano entrar.
Logo que as pessoas nascem, alguns encontros encantados são reservados para elas. São encontros que podem unir amigos, companheiros, namorados, amantes, cúmplices... Vai depender da etiqueta de cada um.
E como é que a gente vai saber quando encontrou o encantado? Saber, saber, nunca, quero dizer, só vai saber sentindo, sem a pretensão de querer entender.
Esse é o primeiro passo. No segundo, está a chave de tudo: a chave que destranca a fonte de encantamento que existe dentro da gente. Daí, é só deixar pingar, gota aqui, gota acolá, uma hoje, duas depois de amanhã... Ah, e ter muito cuidado para não exagerar na dose. Tem que ser na dose exata.
Depois disso tudo, que não é pouco, nem fácil, é só se entregar e desfrutar, sabendo que, para isso, vai ter que suportar a torrente de emoções que, fatalmente, será desencadeada.
Tomara que você, que todo mundo consiga provar do sabor especial, forte e suave, doce e azedinho e até picante que um encantado pode ter. Acho mesmo que só os encantados valem a pena, ou melhor, só eles é que podem ser chamados de ENCONTROS. O resto é encontro, esbarrão ou trombada.
Agora vem a parte mais delicada do encantado: se, por qualquer razão, a película de proteção se romper, imediatamente o encantado se dilui, evapora e uma tristeza infinita chega para ocupar o lugar dele. Não adianta querer resistir, porque, na verdade, essa tristeza que você vai sentir, inevitavelmente, é a tristeza da vida que chora por ver duas pessoas escolhidas desperdiçarem um presente tão especial que lhes foi oferecido.
Deixe e espere a tristeza passar; chore com a vida. É o único jeito de se livrar da dor da tristeza e, aos poucos, ir sentindo o que ficou no lugar dela. E isso é imprevisível, além do que, pode variar de pessoa para pessoa.
Mas uma coisa é certa: se você achou a chave e deixou jorrar sua fonte, mesmo tendo errado um pouco na medida, o encantado desfaz o encontro, mas não desfaz o encanto... Ao contrário, só reforçou, direto na sua fonte, o poder que ele já tinha. Pode até ser que seja mais fácil, dali para frente, encontrar uma pessoa que já venha com a fonte aberta.
Só tem mais um ponto importante: no verso de cada etiqueta vem escrita uma frase que não deve ser ignorada, pois funciona como um sinal de alerta. Varia um pouco, de encantado para encantado:

"Almas desencantadas vão ser almas distanciadas."

"Almas desencantadas são almas desencontradas."

"Almas desencantadas e desencontradas estão irremediavelmente separadas."

"Almas encantadas quando se encontram e se entregam..."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Blog-bloco da Serafina


Gostaram desse trabalho artístico?
Foi uma das colagens que andei fazendo, de uns tempos para cá. Tomei tanto gosto por cortar, recortar, colar, procurar diferentes tipos de material -- o quarto de costura de minha mãe é um verdadeiro baú de preciosidades! -- e inventar, que não parei mais!
É como se eu escrevesse com figuras, imagens, no lugar das palavras!
Esta que escolhi foi feita com tecido (as rosas), papel (o Louro), uma pena de verdade que achei na rua, e lavei bem, claro, e sementes de girassol, que, não sei se vocês sabem, é uma das comidas preferidas dos papagaios.
Outro dia eu falo um pouco mais dessas minhas obras artísticas. Já são sete horas da noite, não jantei e nem tomei banho ainda!
Até outro dia, então!
Serafina

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Louvor à Natureza





Raiz, caule, ramos, folhas, flores, frutos, sementes... raiz...

É um privilégio poder participar de mais um ciclo de vida que se completa na Natureza!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pedidos atendidos

Atendendo a vários pedidos, transcrevo agora as duas páginas de texto que Serafina escreveu em seu Bloquinho.

Querido Bloquinho com capa dura feita de papel reciclado:

A única pena é que você não tem linhas e pode ser que eu escreva torto.
Amei você, Bloquinho! E amei ainda mais porque fui eu que o comprei com as economias da minha mesada e algumas moedas que seu Nonô me deu para completar o dinheiro.
Agora não tenho Blog, mas tenho Bloco. E é em você que eu vou escrever!

P.S.: desculpe a letra Serafina


Sa - SAÚDE
Se - SERENIDADE
Si - SILÊNCIO (que é bom pelo menos uma hora por dia)
So - SOSSEGO
Su - SUCESSO

Este Sa-se-si-so-su que inventei, com um pouco da ajuda do seu Nonô, é para a gente desejar aos amigos e a todas as pessoas queridas e conhecidas, sempre, não só no aniversário de cada uma.

Serafina

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Momento de reflexão

Acabo de receber esta frase-mensagem e quero deixá-la registrada para todos os que aqui seus olhos pousarem, neste domingo chuvoso, 15 de fevereiro, aniversário de minha irmã Claudia.

Aprendi que um homem só tem o direito de olhar outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

Gabriel Garcia Marques

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nina



Esta é Nina, a criaturinha mais dengosa,mimosa e carinhosa da face deste nosso Infinito!!!

O ninho vazio



Vazio, sim, mas preservado. Tirei o xaxim do lugar, coloquei sobre a mesinha da varanda e, com muito cuidado, matei sua sede de quase duas semanas! Mas foi por uma causa nobre, ele sabe, e por isso, resistiu heroicamente!

Agora tenho que zelar para que mãos estranhas não cheguem perto do ninho-berço. Só assim, digo eu, que já me considero "quase entendida" no assunto, a mamãe tico-tico poderá voltar quando chegar o tempo de botar seus ovinhos e chocar seus filhotes, outra vez.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A partida

Ontem à tarde, depois de passar uns quatro ou cinco dias sem sequer chegar perto do ninho, não resisti: levei comigo uma cadeira, subi e espiei, bem devagar, sem mexer no xaxim, com medo de encontrar o filhote sem vida. Na noite anterior não havia conseguido enxergar a cabecinha da dona Tica alimentando e aquecendo o seu Tiquinho. Por isso, minha preocupação.
Abri os olhos bem devagar e, para minha infinita felicidade, lá estava ele, também com os olhinhos bem abertos, me olhando placidamente, como se já fôssemos velhos amigos.
Quando já estava me retirando vi o que achei serem o pai e a mãe do filhotinho, ciscando a grama do jardim em busca de comida. Que bom! Tudo estava transcorrendo normalmente.
Hoje, domingo, pedi a minha irmã, bem mais alta que eu, que tentasse tirar uma foto do bichinho.
Ela subiu na cadeira, olhou daqui, olhou de lá... e nada! O ninho estava vazio.
Que pena! Que bom! Que saudade! Que bom que deu tudo certo! Fiquei pensando, depois, que naquele olhar tão sereno havia um quê de despedida. Tiquinho sabia que sua hora de conhecer o Infinito havia chegado.
Ontem à noite, ainda pude ver a cabecinha da mãe no ninho-berço da minha varanda que, por uma semana, dez dias, mais ou menos, havia se transformado em maternidade...
A partida, imagino, deve ter acontecido na manhã de hoje, pois choveu muito durante a noite.
Amanhã eu penso o que vou fazer com o ninho. Mas, uma coisa é certa: a samambaia vai poder saciar sua sede.