sábado, 27 de novembro de 2010

O amor-agarradinho

Os galhos da trepadeira de flores cor-de-rosa forte, bem miudinhas, levavam meus sonhos de amor por paredes e telhados, se enroscavam nas chaminés, avançando sempre, invadindo territórios alheios sem pedir licença. Meus sonhos de amor agarradinhos não tinham limites; conseguiam escapar até de tesoura em tempo de poda.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O pássaro arquiteto


Fui pôr a dália no jarro
pelo espelho vi a janela:
me espiava um joão-de barro.

sábado, 20 de novembro de 2010

Sementinha de poema

Há dias estou com algumas palavras martelando em minha cabeça, insistindo, pedindo para sair: toca, tocaia, entocar, atocaiar, entocado... paca, tatu, coelho, teiú... toupeira, tapiti, capivara, preá... cava, cavar, buraco...

Hoje começaram a se formar algumas frases, soltas, livres...

Cadê a paca, tia Tuca? Tá na toca? E o tatu? Foi na toca do tapiti?
Não, tapiti não faz buraco, não tem toca, Cadu.
Tapiti, não, toupeira, sim, capivara, não, preá, sim...
Será que paca come pipoca, tia Tuca?
E o tapiti? Tapiti come pequi?
Você sabe o que é pequi, Cadu?...

Um canteiro acaba de ser semeado. Será que vai dar poema?!?
Só o tempo poderá dizer. Eu prometo ao tempo que vou tentar; vou regar, cuidar da terra, tomar conta, enfim.

Se alguém estiver disposto a colaborar, saiba que toda ajuda será muito bem-vinda!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Grupo Escolar da minha infância...

... continua igualzinho, pois foi tombado pelo Patrimônio Histórico. O "Luís Antunes", no entanto, já não acolhe alunos. Tornou-se a sede da Secretaria de Educação do município.
Até hoje esse mapa continua me encantando; não consigo passar por ele sem dar uma paradinha.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Flores para o meu Tietê


FLORES, SIM!!! LIXO, NÃÃÃO!!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Uma beleza infinita!!!


Acima das roseiras, um joão-de-barro, para mim, especialmente encantador: dá uma corridinha e para; outra corridinha e para...
Viver abraçada por tanta beleza me faz sentir, a cada dia, uma pessoa feliz e privilegiada!
Mais uma vez... Bendita Natureza!

sábado, 6 de novembro de 2010

A descoberta de hoje

Foi agora há pouco: descobri que essa plantinha verde, espigada, que está comigo há bastante tempo, vai dar flor! Elas já estão abrindo! Ganhei meu dia, meu fim de semana!
Por falar nisso, um ótimo domingo a todos!

Desabafo de um narrador sensível

Agora, já totalmente recuperado, venho a público para protestar contra a imerecida bronca que levei da dona Sapa Matraca Zilaaaaaaaaaaaaaaah!
Não consigo narrar, simplesmente, sem colocar em minha fala um pouco da emoção que a história também me passa. Mas tenho certeza de que nunca extrapolei, nunca faltei com o respeito aos personagens, sejam eles protagonistas, antagonistas ou coadjuvantes.
É uma pena que eu tenha ficado tão nervoso, pois isso sempre acontece comigo quando sou pego desprevenido, e demorasse para me reabilitar. Fiquei com os ouvidos cansados de ouvir aquela Sapa que falava depressa, sem parar, sem vírgulas nem pontos finais! Um horror!
Se eu estivesse em ação, teria contado a vocês que ela precisou tomar água várias vezes, para recuperar o fôlego e continuar seu discurso desenfreado.
Se alguém souber do paradeiro da dona Sapa Matraca, por favor, entre em contato comigo. Moro em uma casinha pintada de vermelho, perto do Brejo das Taboas.Quero dizer tudo isso a ela, pessoalmente, sem gaguejar! Só então vou me sentir totalmente aliviado.
Muito obrigado a todos. Até a próxima história.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

E a história continua...

Dona Sapa Zilah interrompeu seu discurso, esperou calmamente que a tosse do Narrador passasse e, só então, continuou...

O sonho impulsiona a vida
faz voar a imaginação
e quando se realiza
(com coroa ou sem coroa)
Sapo que ri vira Rei
esquece o ressentimento
vai atrás de sua Rainha
faz o pedido solene
e espera o consentimento.
Espera... Espera...Espera...

Mas sei que falo demais
nem sempre sei concluir.
Por isso é melhor calar
já é hora de partir.

Antes de ir, porém...
Abra os olhos, Sapa Tília,
está na hora de acordar!
Risonho não é palhaço
é um ansioso Arlequim.
Seja a sapa Colombina
e dê logo o seu SIIIIIIIMMM!
O Brejo das Taboas, emocionado, aplaudiu durante longos minutos, enquanto se despedia da já querida ( e um pouco abilolada) Sapa Zilaaaaaaaah!
PS: quem terminou de contar esta linda história de amor fui eu, o Narrador oficial, recuperado e pronto para outra!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma presença marcante

Enquanto a história esteve interrompida, por razões de força maior, tudo parou. Parecia que a Natureza tinha resolvido brincar de estátua...
De repente, uma voz potente e firme fez tremer até a terra!

Eu sou a Sapa Zilaaaaaah
(assim, com agá no fim, que é para prolongar o a)
e trago paz e harmonia.
Só cheguei até aqui
pelo som da gritaria!
Que horrooooorrrr!
E agora, por favor,
prestem muita atenção
à mensagem que vou deixar.
Agradeço de antemão.
Cada sapo em seu lugar
exercendo sua função
sem fofocas, sem intrigas
e muito respeito mútuo
é a receita para evitar
qualquer briga ou discussão.
Nenhum sapo tem direito
de colocar em questão
e criticar sem razão
os sonhos de um semelhante
que não vive, como ele,
sem tirar os pés do chão.
O sonho impulsiona a vida...

Nesse exato momento, achei melhor dar um tapinha nas costas do Narrador oficial, para que ele retomasse sua função. Talvez tenha exagerado na força, não sei... O fato é que ele começou a tossir, a tossir, a tossir...
E a história teve que ser interrompida outra vez. Silêncio total! Qual seria a reação da dona Sapa Zilaaaaaah!?

domingo, 31 de outubro de 2010

Bronca no Brejo

Calma aí, senhor Narrador!
Devagar com seu andor!
"Transbordava só tristeza"?
Nunca ouvi exagero igual!
E agora, por favor,
volte a ocupar seu lugar.
Não adianta se animar,
seu papel é só narrar!!!
O pobre Narrador ficou gago, de tanto susto! Que bronca era aquela, que tinha vindo assim, de repente, não se sabe de onde nem de quem?! Bem, só tomei seu lugar porque foi um caso de emergência. Mas acho melhor parar por aqui, antes que eu leve uma bronca também!
E, por razões de força maior, interrompemos a história neste exato momento.

sábado, 30 de outubro de 2010

De volta ao Brejo das Taboas



Que situação! A trêmula Sapa Tília precisou de camomila para acalmar o coração. E o desolado sapo não conseguia tirar a sua cara do chão.

Ele foi deselegante, intrometido, até um pouco petulante! Mas ela não deixou barato, deu o troco na mesma moeda, foi dura como uma pedra!

E assim se passaram três longos dias e três longas noites.

Risonho ficou sério, mudo e carrancudo.

Tília, ferida e abatida, tentava retomar seu sonho de realeza.

E o brejo, com certeza, só transbordava tristeza!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O descanso da "fera"!


Nunca interrompa um cachorro com um osso na boca. Não é nada aconselhável...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Decisão

Volto atrás só um passinho (mesmo que a história não seja de caranguejo...), para buscar um caminho melhor. Preciso de um tempinho, mas não vou demorar, não.