sexta-feira, 12 de março de 2010

Nosso poeta caipira

Um beijo
Um dia eu vi meu bem, junto do altar,
chegar-se ao Cristo nu crucificado
e nos seus pés frios beijos dar...
Em isso vendo, eu fui muito apressado
e sobre os pés de Deus, ali, curvado,
com a boca colada no lugar
em que meu bem havia então beijado,
os pés do Cristo nu pus-me a beijar
cheio de afeto e cheio de respeito.
Depois eu me retirei satisfeito
por me ter aparecido aquele ensejo...
Pensaram que eu beijei os pés do Cristo
as pessoas que ali me tinham visto...
Mas não beijei os pés... beijei o beijo!
Poesia extraída do livro Antologia Caipira - prosa e poesia de Cornélio Pires, compilação feita por Joffre Martins Veiga, 1959

quinta-feira, 11 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Centro Cultural e Ecológico "Cornélio Pires"





Hoje de manhã fui conhecer o também chamado Parque Ecológico, uma homenagem que a cidade prestou a um dos seus filhos mais ilustres.
É uma área de aproximadamente 4 alqueires, no bairro Sapopemba, onde o nosso escritor nasceu e viveu durante vários anos de sua vida.
O que pude ver e admirar foi uma área verde extremamente bem cuidada, alguns lagos represados, um lugar dedicado ao lazer infantil e a casa onde nasceu Cornélio Pires transformada em um interessante museu.
A partir de hoje, esse tema vai ser um pouco mais explorado no nosso Serafinices.
Espero que vocês gostem!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Comemoração dupla

Além das mulheres, que hoje celebram o seu dia, Tietê, minha "casa" tão querida, também merece parabéns: está completando 168 anos de vida!

sexta-feira, 5 de março de 2010

A alegria das cores

A alma continua em silêncio, mas o colorido das flores tomou o lugar da angústia. Aleluia!

terça-feira, 2 de março de 2010

Minhas interlocutoras

Ouvem palavras (mas não se alimentam delas...) e respondem com a linguagem do amor...

Angústia silenciosa

Vocês podem calcular o que sente uma escritora quando se dá conta, um belo dia, de que foi invadida, sem opor resistência, pelo silêncio da natureza do Infinito onde vive?
Será que podem imaginar o que é a sensação de estar quase vazia de palavras, que a força do silêncio é tão grande que interfere, até, na sua capacidade de concatenar os pensamentos, quanto mais de expressá-los?
Será que podem supor o que se passa na cabeça dessa "escritora de corpo e alma", de "ofício e de sacrifício", um ofício, aliás, que está completando 30 anos, neste 2010?
-- Será que vai deixar de exercer sua profissão?
-- Será que já disse tudo o que tinha que dizer, pelo menos publicamente?
-- Será que está questionando o valor, ou melhor, o poder da palavra que, dependendo da maneira como é usada, pode se tornar uma arma perigosa?
-- Será que sua vida, daqui pra frente, vai ser conversar com cachorros, bem-te-vis e papagaios? Plantar, ver crescer, florescer, frutificar e colher, apenas na terra onde pode pisar?
É claro que isso conta muito, faz toda a diferença na qualidade de vida que ela quis resgatar, voltando às suas origens.
Mas está ficando claro também que, sem a mesma e natural motivação para contar suas histórias, as tardes de silêncio, especialmente as tardes, lhe estão parecendo intermináveis, a ponto de ela se alegrar quando começa a anoitecer.

Bem, depois de um longo período de angústia, essa escritora resolveu aceitar como fase a situação que está vivendo. Tem sido difícil, muito difícil!
Mas agora, neste exato momento, uma onda animadora brota do seu silêncio interior: será que o fato de ter conseguido escrever sobre o problema não é um bom indício? Será que não é algum sinal desse mesmo silêncio que de opressor passou a oprimido e está querendo escapar?
Talvez, tomara...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Minhas "paqueiras"




As fêmeas da raça Teckel, que eu carinhosamente chamo de salsichinhas, também são chamadas de paqueiras, ou seja, caçadoras de pacas. Aliás, já têm o focinho alongado justamente para poder entrar na toca das pacas, coelhos silvestres, tatus...
Mesmo dentro de casa, fazem sua própria toca no meio de lençois, colchas ou edredons, quando faz mais frio.
Dá para não mimar duas criaturinhas assim?...
Não consigo, confesso. Se eu não cuidar, fazem de mim gato e sapato!
Ah, já ia me esquecendo de dizer que a que está enrolada na colcha colorida é Filó e a que está só com o focinho de fora é Nina.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Meus três amores

Serafina, Nina e Filó. Nada como passar o Carnaval -- e a vida -- na companhia daqueles que se fazem presentes, mas não interferem na sua solidão.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Vermelho, lá vai violeta"

Não se assustem... A frase do título é apenas uma forma que alguém encontrou para gravar as cores do arco-íris. Mesmo não sabendo a autoria, peço licença para passar adiante, assim como me foi feito, pois acho que vale a pena.
Pois bem, vermelho e violeta já são duas das sete cores, claro; a inicial das outras está justamente nas letras das palavras do meio, ou seja, "lá vai".
Trocando em miúdos, as sete cores do arco-íris são: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.
Gostou? Gostaram? Espero que sim!

Uma curiosidade: índigo, segundo o nosso querido Aurelião, é o azul-anil!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Presente de um domingo abrasador





O belo sempre está por perto. Basta ter os olhos abertos e a alma atenta.

Para Mariana, com amor


Sobrinha, afilhada, amiga, cúmplice... Um verdadeiro presente vindo dos céus!
Ela se faz querer por onde quer que passe. Impossível não gostar de uma criaturinha tão simples, firme e suave, determinada -- sabe o que quer e vai atrás! -- amorosa, emotiva, inteligente...
Sexta-feira, dia 5 de fevereiro, foi a cerimônia da sua Colação de Grau. Formou-se, aos 22 anos, em Comércio Exterior, pelo Mack, como ela sempre chamou sua faculdade, de forma muito íntima e carinhosa. E já está muito bem colocada no mercado de trabalho!
Esta tia-madrinha corujíssima não podia deixar de dividir tanto orgulho e emoção com vocês, queridos amigos do Serafinices.
Parabéns, pela enésima vez, Mari!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nina


Minha princesa, meu dengo, meu mimo, meu xodó, minha malhadinha, minha boneca adora se enfiar no meio de almofadas e edredons macios.