domingo, 31 de outubro de 2010

Bronca no Brejo

Calma aí, senhor Narrador!
Devagar com seu andor!
"Transbordava só tristeza"?
Nunca ouvi exagero igual!
E agora, por favor,
volte a ocupar seu lugar.
Não adianta se animar,
seu papel é só narrar!!!
O pobre Narrador ficou gago, de tanto susto! Que bronca era aquela, que tinha vindo assim, de repente, não se sabe de onde nem de quem?! Bem, só tomei seu lugar porque foi um caso de emergência. Mas acho melhor parar por aqui, antes que eu leve uma bronca também!
E, por razões de força maior, interrompemos a história neste exato momento.

sábado, 30 de outubro de 2010

De volta ao Brejo das Taboas



Que situação! A trêmula Sapa Tília precisou de camomila para acalmar o coração. E o desolado sapo não conseguia tirar a sua cara do chão.

Ele foi deselegante, intrometido, até um pouco petulante! Mas ela não deixou barato, deu o troco na mesma moeda, foi dura como uma pedra!

E assim se passaram três longos dias e três longas noites.

Risonho ficou sério, mudo e carrancudo.

Tília, ferida e abatida, tentava retomar seu sonho de realeza.

E o brejo, com certeza, só transbordava tristeza!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O descanso da "fera"!


Nunca interrompa um cachorro com um osso na boca. Não é nada aconselhável...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Decisão

Volto atrás só um passinho (mesmo que a história não seja de caranguejo...), para buscar um caminho melhor. Preciso de um tempinho, mas não vou demorar, não.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A reação da sapa Tília

Sim. Era esse o seu nome: Tília. Bonito nome para uma sapa, não é? Sapa Tília!
Pois bem. Se vocês estão pensando que ela se alterou com o infeliz discurso do sapo Risonho, estão muito enganados, assim como eu...
Dona Tília terminou seu banho, calmamente, saiu do brejo para secar-se ao sol, e só então...

Chega, chega e chega, seu sapo que ri à toa!
Quem está pensando que é
para se dirigir assim à minha nobre pessoa?
E tem mais:
Vá para longe de mim,
beeeem longe do meu pedaço
e chega de rima em oa,
seu cara de palhaço!
Eu não aguento maaaaaisssss!
O brejo todo ficou em silêncio por um bom tempo! E o sapo Risonho... com sua cara de palhaço no chão!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ainda no brejo do Infinito...

"O quêêê? Essa é boa!"
disse o sapo que ria à toa.
"Quer ser rainha? Usar coroa?
Só se o trono for de cipó
e a coroa, de taboa!
E o rei, senhora Sapa?
Vem a pé ou de canoa?"
Pobre dona Sapa! Não se importe, não! Nada como um dia depois do outro! De hoje em diante, a senhora vai ser a Rainha do Brejo!
A saparia estava revoltada com a reação do Sapo Risonho. O que será que tinha dado nele?
Hum... Ciúmes! Só podia ser ciúmes!
Será que este era mais um caso de amor não correspondido? Será que seria? Até no brejo!!!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O protesto

"Não sou sapo, sou uma sapa!
Uso sabão de batata-baroa.
Meu sonho é ser rainha
para usar uma coroa!"
É, a sapa não gostou de ter sido confundida... Logo de manhã, saiu do brejo para se banhar -- estava garoando muito -- e deu seu coaxo de protesto.
Desculpe, dona Sapa... Foi sem querer... Outra hora a gente conversa.

domingo, 17 de outubro de 2010

As taboas do Infinito

Este brejo tem taboa
tem sapo que ri à toa
tem sapo que se ensaboa
com a água da garoa...


Boa semana a todos os amigos do Serafinices!

Filó depois da caça...

... malsucedida! Nem paca, nem tatu, nem gambá, nem teiú...
É impressionante como o instinto fala alto!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mais um aniversário!

Comemorei meus 61 anos ao lado das criaturas que me querem bem e são correspondidas, claro.
Um dia ensolarado, céu azul, um ventinho fresco, gostoso... Passei a quarta-feira muito feliz, contabilizando os ganhos acumulados nos anos que já vivi: a idade credencia, amacia, apazigua, harmoniza, alivia, silencia... Me fez entender que solidão é liberdade, liberdade de dizer-me, por exemplo, que já não sou obrigada a nada! Já não preciso convencer-me de nada!
Por isso, reverencio, com respeito e alegria, a Velha sábia e serena que está nascendo dentro de mim: bem-vinda seja!

domingo, 10 de outubro de 2010

Domingo, um poema infindo!

Bem, não quero passar outra semana, outro domingo, com este poema que não consegue ter um fim. É o seguinte: resolvi terminá-lo de uma forma tal que os 3 versos que Olívia me mandou não "casam" bem dentro do contexto e vocês vão ver o porquê daqui a pouco. O que poderíamos fazer, Olívia, é um outro poema cujo título seria O domingo não demora, em que falaríamos das situações que, como a geleia de amora no lanche das 4 horas, fazem o dia passar rápido, gostoso. Que tal a ideia? (Não me acostumo com a ausência desses acentos!)
Vamos pensar sobre ela com calma, é a minha sugestão.
Agora, vamos ao poema que teve um fim!

O Domingo não acorda
passa seu tempo dormindo
passatempo...

Domingo pede cachimbo
pede paciência
pede muita calmaria
cal-Maria...

A Natureza também silencia.
Ninguém fala
ninguém pia
só o vento assobia
ventania...

Domingo é um dia infindo!
O tempo não passa
passa, tempo
passa lento
tempo lento...
Calma-ria
calma, tia
calma, Bia,
calma, Lia...
Voa, vento
voa, Bento
voa, João
voa, Maria
ventania...

Venta forte, Ven-ta-niiiia,
faz terminar o dia!

sábado, 9 de outubro de 2010

E o nosso poema?

E então, parceiras e parceiros? Empacamos todos? O poema sobre o domingo começou no dia 18 de setembro, andou um pouco e parou outra vez.
Vamos ver se a gente consegue terminá-lo?
Continuo à espera de colaborações.
Bom fim de semana a todos!

Refeitório completo

Vou deixar as gamelinhas no gramado, para os passarinhos maiores, como a rolinha, assídua frequentadora da Morada. E para os miúdos, como a coleirinha, por exemplo, os potinhos de barro. O bebedouro é para todos. Não ficou lindo?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Refeitório novo

Coloquei o comedouro, hoje de manhã, achando que os passarinhos poderiam estranhar... Que nada! A quirera nem chegou a esquentar as gamelinhas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Flores, flores e mais flores...







Meu jasmim-de-madagascar está no esplendor de sua floração! Do vaso, subiu pela coluna da varanda, se enroscou no gancho da rede e passou para o telhado. Se continuar assim, vai acabar entrando na casa. No que depender de mim, aliás, terá seu caminho facilitado.
Vocês não imaginam o perfume que essas florezinhas brancas exalam, especialmente à noite!