terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ainda no brejo do Infinito...

"O quêêê? Essa é boa!"
disse o sapo que ria à toa.
"Quer ser rainha? Usar coroa?
Só se o trono for de cipó
e a coroa, de taboa!
E o rei, senhora Sapa?
Vem a pé ou de canoa?"
Pobre dona Sapa! Não se importe, não! Nada como um dia depois do outro! De hoje em diante, a senhora vai ser a Rainha do Brejo!
A saparia estava revoltada com a reação do Sapo Risonho. O que será que tinha dado nele?
Hum... Ciúmes! Só podia ser ciúmes!
Será que este era mais um caso de amor não correspondido? Será que seria? Até no brejo!!!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O protesto

"Não sou sapo, sou uma sapa!
Uso sabão de batata-baroa.
Meu sonho é ser rainha
para usar uma coroa!"
É, a sapa não gostou de ter sido confundida... Logo de manhã, saiu do brejo para se banhar -- estava garoando muito -- e deu seu coaxo de protesto.
Desculpe, dona Sapa... Foi sem querer... Outra hora a gente conversa.

domingo, 17 de outubro de 2010

As taboas do Infinito

Este brejo tem taboa
tem sapo que ri à toa
tem sapo que se ensaboa
com a água da garoa...


Boa semana a todos os amigos do Serafinices!

Filó depois da caça...

... malsucedida! Nem paca, nem tatu, nem gambá, nem teiú...
É impressionante como o instinto fala alto!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mais um aniversário!

Comemorei meus 61 anos ao lado das criaturas que me querem bem e são correspondidas, claro.
Um dia ensolarado, céu azul, um ventinho fresco, gostoso... Passei a quarta-feira muito feliz, contabilizando os ganhos acumulados nos anos que já vivi: a idade credencia, amacia, apazigua, harmoniza, alivia, silencia... Me fez entender que solidão é liberdade, liberdade de dizer-me, por exemplo, que já não sou obrigada a nada! Já não preciso convencer-me de nada!
Por isso, reverencio, com respeito e alegria, a Velha sábia e serena que está nascendo dentro de mim: bem-vinda seja!

domingo, 10 de outubro de 2010

Domingo, um poema infindo!

Bem, não quero passar outra semana, outro domingo, com este poema que não consegue ter um fim. É o seguinte: resolvi terminá-lo de uma forma tal que os 3 versos que Olívia me mandou não "casam" bem dentro do contexto e vocês vão ver o porquê daqui a pouco. O que poderíamos fazer, Olívia, é um outro poema cujo título seria O domingo não demora, em que falaríamos das situações que, como a geleia de amora no lanche das 4 horas, fazem o dia passar rápido, gostoso. Que tal a ideia? (Não me acostumo com a ausência desses acentos!)
Vamos pensar sobre ela com calma, é a minha sugestão.
Agora, vamos ao poema que teve um fim!

O Domingo não acorda
passa seu tempo dormindo
passatempo...

Domingo pede cachimbo
pede paciência
pede muita calmaria
cal-Maria...

A Natureza também silencia.
Ninguém fala
ninguém pia
só o vento assobia
ventania...

Domingo é um dia infindo!
O tempo não passa
passa, tempo
passa lento
tempo lento...
Calma-ria
calma, tia
calma, Bia,
calma, Lia...
Voa, vento
voa, Bento
voa, João
voa, Maria
ventania...

Venta forte, Ven-ta-niiiia,
faz terminar o dia!

sábado, 9 de outubro de 2010

E o nosso poema?

E então, parceiras e parceiros? Empacamos todos? O poema sobre o domingo começou no dia 18 de setembro, andou um pouco e parou outra vez.
Vamos ver se a gente consegue terminá-lo?
Continuo à espera de colaborações.
Bom fim de semana a todos!

Refeitório completo

Vou deixar as gamelinhas no gramado, para os passarinhos maiores, como a rolinha, assídua frequentadora da Morada. E para os miúdos, como a coleirinha, por exemplo, os potinhos de barro. O bebedouro é para todos. Não ficou lindo?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Refeitório novo

Coloquei o comedouro, hoje de manhã, achando que os passarinhos poderiam estranhar... Que nada! A quirera nem chegou a esquentar as gamelinhas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Flores, flores e mais flores...







Meu jasmim-de-madagascar está no esplendor de sua floração! Do vaso, subiu pela coluna da varanda, se enroscou no gancho da rede e passou para o telhado. Se continuar assim, vai acabar entrando na casa. No que depender de mim, aliás, terá seu caminho facilitado.
Vocês não imaginam o perfume que essas florezinhas brancas exalam, especialmente à noite!



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bem-te-vi, bem te vejo...

Já está na hora de fazer ninho, de novo. Esse bem-te-vi, que sempre faz seu ninho entre os fios do poste de luz, que fica em frente à Morada das Flores, está com um gravetinho no bico. O casal já é amigo, sempre aparece para pedir um pouquinho da ração das cachorras, pedido sempre atendido, aliás!

sábado, 25 de setembro de 2010

Receita da geléia de amora

Para quem quiser experimentar, a receita é muito simples.
É só bater as amoras -- bem lavadas e sem o cabinho -- no liquidificador com um pouco de água (que vai depender da quantidade de amoras).
Depois, colocar a massa obtida em uma panela e acrescentar o açúcar.( A proporção é de 1/2 kg de açúcar para 1 kg da fruta.) Misturar bem e deixar cozinhando em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até ficar no ponto desejado.

Aproveite bem seu lanche das 4, viu, Olívia?

Um poema quase acabado...

Obrigada, Olívia! A inspiração foi imediata!
Pois é... Mais uns versos para o nosso poema (já deixou de ser poeminha...)
Aí vão eles, com uma letra cor de amora.


O domingo não demora
se tem geléia de amora
no lanche das 4 horas.

Adorei mais esta parceria! Quero mais!!!

Adorei mais esta parceria!

Um domingo muito doce...




As amoreiras do Infinito -- são várias, plantadas em uma área comum, pelos moradores -- estão carregadinhas, carregadinhas! Está dando amora suficiente para alimentar passarinhos e humanos. Deu para até para fazer geléia, imaginem, e ainda ficaram outras tantas frutinhas para amadurecer.


Um fim de semana leve e doce para nós todos!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Poeminha inacabado

Mais uma sugestão! Que bom! Obrigada, Catarina, gostei muuuuito!
Para não ser repetitiva, vou colocar só os últimos versos, acrescentando o que chegou hoje na cor verde.

Ninguém fala
ninguém pia
só o vento assobia
ventania...

Domingo é um dia infindo!

Vamos continuar? Quem é que vai me ajudar?