sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O jasmineiro florido

A brisa constante de agosto tem-se encarregado de fazer o perfume dos jasmins invadir a casa, nos momentos mais inesperados. Que sensação deliciosa!

Cantinhos do meu jardim






terça-feira, 25 de agosto de 2009

Primavera em pleno inverno

Não seria exatamente essa a verdadeira "cor-de-maravilha"? Fiquei hipnotizada diante de tamanha beleza!

Meu Chicletinho

É Nina, que não consegue desgrudar de sua dona mais do que 5, 10 minutos, em um período de 2, 3 horas... Me acompanhou (e atrapalhou) em todas as sessões de fotos da casa, restringindo, e muito, minha escolha: tive que descartar várias delas, pois saíram com alguma orelha, parte do focinho, do rabo e até do corpo desta malhadinha que eu amo tanto!
Ainda bem que Filó, sua mãe, é bem mais independente, embora não menos querida.

domingo, 23 de agosto de 2009

Minha "casa-cores"




Já deu para ver que cores não faltam em minha Morada. Nem flores...
Na primeira foto, de baixo para cima, o corredor que leva aos quartos e banheiros, deixando as salas atrás e a cozinha, à direita. Lá no fundo, onde se pode ver uma cortina de contas brilhantes, fica o meu espaço de trabalho, detalhado na foto acima, à esquerda.
A terceira foto mostra um cantinho do meu quarto.


sábado, 22 de agosto de 2009

Dia Mundial do Folclore

Não podia deixar de pelo menos mencionar uma data de tamanha importância!
Ainda conversaremos muito sobre a cultura popular, assunto que sempre me apaixonou.
Bom fim de semana a todos!

Fiquem à vontade...







sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cheiro e sabor de infância

Começo pela cozinha e o fogão, um dos meus maiores xodós. Sempre digo e repito que uma casa só vira lar quando o cheiro do cafezinho invade o espaço de manhãzinha e o cheiro de alho e cebola refogados, esperando o arroz já lavado, na hora do almoço...

Entrem... A casa é nossa!




Para vocês, amigos que ainda não conhecem a Morada das Flores; para vocês, leitores queridos, que sempre mostraram uma grande curiosidade sobre tudo o que diz respeito ao meu dia-a-dia...
A partir de hoje, abro a porta de minha casa a todos, mostrando os cantinhos mais aconchegantes que criei neste pedaço colorido que faz parte do Infinito.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mensagem da Serafina



Chegaram pelo correio, podem acreditar! Um envelope grande, com as duas fotos -- o ribeirão que passa no sítio dos seus avós e alguns galhos da primavera que fica perto da janela do seu quarto -- e um bilhetinho falando do tamanho de sua saudade.
Nós também estamos saudosos, Serafina, mas queremos que você aproveite esses dias de férias prolongadas e volte com muita saúde e energia para espantar e mandar bem longe os vírus da nova gripe.

domingo, 9 de agosto de 2009

O meu rio Tietê...




... no trecho que passa pela cidade, dividindo-a no "pra lá e pra cá da ponte". Quanto amor eu sinto por estas terras que me serviram de berço! Quanto amor eu sinto por essas águas que me cantaram (e ainda cantam...) tantos acalantos!


sábado, 8 de agosto de 2009

O Ipê Branco



Esta verdadeira maravilha de um branco róseo fica em um dos cantos do jardim de Tietê, meu jardim, minha cidade... Venha ver! Faça um esforço, vai valer a pena! Mas venha logo, venha amanhã, pois as flores do ipê já estão cobrindo o verde da grama e das calçadas próximas.
Passei boa parte da manhã de hoje embevecida diante de tanto esplendor!

domingo, 2 de agosto de 2009

Convite à reflexão

Húmus é a matéria orgânica em decomposição que fertiliza e enriquece a terra onde se acumula e permanece. Essa terra, rica em nutrientes, está pronta para acolher em seu seio as sementes que nela forem depositadas.
Do termo original latino humus também derivaram outras palavras, entre as quais humano, humilde e humildade.
Veio daí o convite à reflexão, que já dura quase uma semana, em forma de perguntas, deduções (mais que respostas), comparações, consultas a dicionários, enfim, uma intensa maratona por conta do tema que me apaixonou e indignou, ao mesmo tempo.
Se a palavra húmus tem uma acepção tão bonita quanto vigorosa, por que humildade significa "modéstia, virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza, demonstração de respeito e submissão"?
O humilde, então, é um modesto submisso, com plena noção de sua fraqueza?!?
Humilhar uma pessoa é, realmente, torná-la pequena, minimizá-la, distanciando-a dos demais...
Demais? E quem seriam esses demais?
Os arrogantes, talvez, que relegam a um plano inferior as pessoas de origem humilde, de hábitos simples, com pouco ou nenhum estudo? Será que seria?!?
Mas, se os humanos humildes pisam o mesmo chão fertilizado pelo húmus e fazem dele sua horta, seu pomar, seu jardim, sua morada, seu altar, seriam inferiores aos ditos "demais" exatamente em quê?!?
A terra, o solo, o chão são os mesmos para todos, sem distinção. E, nesse sentido, todos os seres humanos, humildes ou não, estão absolutamente nivelados!
Vou parar de pensar um pouco no assunto, agora que já dividi minhas inquietações com vocês, antes que os nós que estão soltos na minha cabeça se tornem cegos e ameacem a minha já um pouco turva lucidez.

sábado, 25 de julho de 2009

Quanto mais se vive...

Ontem, 24 de julho, o Serafinices completou meio ano de existência.
Hoje, 25, minha agenda me avisa que é o Dia do escritor.
Daqui a menos de 3 meses vou completar 60 anos de idade. E fico muito aborrecida quando as pessoas não me deixam falar sobre a velhice e me interrompem com aquelas velhas e desgastadas frases:
"Não parece! Qualquer pessoa não lhe daria mais que 50!" (ou até 40, 40 e poucos, imaginem!!!)
Ou então... "Você tem espírito jovem, nunca vai ficar velha!" Isso, quando não acrescentam:
"Ainda mais escrevendo para crianças!"
O que importa, minha gente, não é parecer. Importa, sim, continuar vivendo, naturalmente, ciente de que o tempo nos impõem limites e de que eles vão restringir nossas acões, claro.
A única coisa que temos a fazer é aceitar a constatação, com serenidade, e fazer tudo o que nos for possível para superá-los.

Faz mais de um mês que o joelho direito vem me incomodando bastante. Não me impediu de andar, mas de fazer as caminhadas e os exercícios a que meu corpo estava acostumado.
Confesso que isso mexeu muito comigo. Fiquei triste, chateada, um pouco deprimida, até.
Foquei, então, toda a minha atenção e energia nessa parte tão delicada da perna e de vital importância no nosso dia-a-dia. Afinal, dela dependem os nossos movimentos.
Foram seções e mais seções de fisioterapia, acupuntura e outras terapias alternativas, para evitar os terríveis efeitos colaterias dos anti-inflamatórios.
Mas agora, neste momento solene, manhã chuvosa do sábado do escritor, quero manifestar oficialmente o meu agradecimento ao joelho direito.
"Você me mostrou claramente um limite que, em última instância, afeta uma das coisas que mais amo na vida: viajar. Viajar significa andar muito, caminhar por ruas de pedra, que sobem e descem, ruelas estreitas, com saliências e reentrâncias inesperadas. Viajar significa andar muito, mesmo em um piso regular, subir e descer escadas, em museus, teatros, cinemas e feiras ao ar livre; viajar significa aventurar-se por estradas e atalhos, passar sob uma cerca de arame farpado para chegar a um lugar de onde se pode admirar uma paisagem magnífica! E viajar significa, principalmente, ir conhecendo pessoas de diferentes culturas pelos caminhos trilhados.
Você me mostrou também uma faceta que eu desconhecia em mim: mil vezes as rugas, sinais do tempo, mil vezes a flacidez, os efeitos da lei da gravidade, que a dificuldade ou até a impossibilidade de um movimento que limita e restringe o meu ir e vir. E isso me causou uma sensação muito boa, de paz com a vida e comigo mesma."

O joelho direito me fez parar para refletir e me mostrou que não estava sendo tratado como deveria, que estava sobrecarregado com o peso de uma tarefa que ele já não conseguia cumprir.
Obrigada, joelhinho! Pode ficar sossegado, pois eu entendi o recado e aprendi a lição.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Começar de novo

Os funcionários da Eletropaulo vieram trocar a lâmpada do poste que fica em frente à Morada e jogou fora o ninho da família bem-te-vi. Eu reclamei e um deles me respondeu que estava vazio.
O que ele não devia saber é que, se ninguém pusesse as mãos no ninho, a mãe bem-te-vi poderia usar o mesmo para chocar outras vezes.
Assim, a família teve que construir um novo, pois a época de procriar está próxima.
A família costuma frequentar meu quintal, mais exatamente o muro que divide minha casa e a do vizinho, para comer um pouco da ração de Nina e Filó. Já experimentei colocar quirera graúda, como a que dou para os passarinhos que visitam diariamente meu jardim, mas não adiantou.
Se a ração não estiver em cima do muro, eles entram na cozinha e se servem diretamente no prato, o que irrita solenemente as cachorras quando se dão conta da presença dos intrusos...